Entrevista muito legal com Robert, sobre o filme Sherlock Holmes que encontrei no site Omelete...
Durante a última Comic-Con, o ator conversou com a gente sobre Sherlock Holmes
Durante a última Comic-Con tivemos a oportunidade de conversar duas vezes com Robert Downey Jr. A primeira, esta que você vai ler abaixo, sobre Sherlock Holmes. A segunda, que estamos guardando para um momento mais oportuno, é sobre Homem de Ferro 2.
E como você vai perceber, Downey Jr. está tão empolgado e empolgou tanto o público com o novo filme de Guy Ritchie do que quando foi à San Diego a primeira vez, para mostrar a armadura do herói da Marvel.
Quem ganharia em uma luta entre Sherlock Holmes e o Homem de Ferro? Aposto que ninguém perguntou isso para você ainda, né?
Qual foi a coisa que te atraiu inicialmente ao projeto, foi o diretor, os produtores, as pessoas envolvidas, o personagem?
RDJr.: É mais um presentimento. Pode perguntar à minha esposa [a produtora do filme Susan Downey], toda vez que me oferecem a oportunidade de voltar ao trabalho, minha primeira reação é virar para o lado e dormir. [risos] Porque a gente trabalha muito duro e quando uma oportunidade dessas aparece, ela traz junto uma série de sacrifícios. Quando estamos aqui em San Diego, por exemplo, estamos sacrificando algo.
Como foi trabalhar com o Guy durante as filmagens, já que ele é um cara conhecido por ser muito divertido e por não levar desaforos para casa.
RDJr.: Geralmente era assim: íamos todos para uma casa de chá e preparávamos tudo no melhor estilo inglês e quanto estava tudo pronto, o Guy aparecia, pedia um pão doce de canela e ficava comendo com uma colher. Daí Susan, que é a pessoa mais organizada do século 21, começava a distribuir as versões dos roteiros que tínhamos prontas. Quando Joel Silver estava por lá chegava e botava pilha, querendo cada vez mais energia. E daí começávamos a reescrever o que já havíamos reescrito várias vezes. Então, quando as câmeras começavam a rodar, nunca estávamos filmando o que estava no roteiro, mas uma terceira, quarta ou quinta versão daquilo que já havia sido refeito várias vezes e todos tínhamos gostado. Se escrever é reescrever, foi nisso que gastamos boa parte do nosso tempo trabalhando. E foi algo que nos uniu muito e trouxe a todos um estado de onisciência sobre o projeto. Se tem alguma coisa que não acertamos, não foi por falta de tentativa.
Esta versão mostra um Sherlock Holmes sarado, algo que nunca tinha imaginado antes. O treinamento foi pesado?
RDJr.: Foi pesado, mas é algo que... eu gosto de me envolver no desenvolvimento da coreografia das lutas. É a coisa que mais gosto de fazer na vida. Se você tem um grupo talentoso de pessoas junto com você, cada um começa a dar ideias de como deixar aquilo mais interessante, incluindo objetos que achou sabe-se lá onde. Joel Silver vinha e dava ideias, daí o Guy, que é do jiu-jitsu, vinha e incluía uma técnica de chave de braço. E a gente fazia isso sempre pensando na história que estávamos contando, usando os objetos que íamos achando pelo caminho, não apenas porque achávamos que seria legal. Cada uma das sequências de ação começou com o intuito de contar uma história, apresentar um personagem ou mostrar alguma faceta dele.
RDJr.: Ele não era um viciado. Nessa época, a Inglaterra Vitoriana, aquelas drogas não eram ilegais e por isso as pessoas abusavam. Mas ele não exagerava. Ele as usava quando estava entediado. Tem alguns trechos em que Watson pensa que ele não sabe até onde Holmes iria se ele não estivesse por perto, mas em momento algum vemos uma cena em que se caracteriza qualquer tipo de dependência. Se você quiser, dá para fazer uma comparação do universo do Doyle com o Código Da Vinci, no sentido de que há o que você acha que é; há o que você tem certeza que é quando começa a ler a história; e daí vem o que você percebe que existe quando está imerso na história.
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